Blog do CLE Missionários da Luz (o primeiro Clube do Livro Espírita de Olinda- PE), que tem como objetivo reunir os atuais associados, conquistar novos amigos e divulgar a Doutrina Espírita, praticando um dos belos conselhos do Espírito Emmanuel: "A maior caridade que praticamos, em relação à Doutrina Espírita, é a sua própria divulgação."Sejam todos bem vindos ao nosso Blog!Conheça,divulgue, compartilhe conosco este espaço que é de todos nós!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Encontro com Deus





Dona Cidinha lia tranquila O Evangelho segundo o Espiritismo, no jardim do edifício de apartamentos:

onde residia, quando uma moradora aproximou-se:
– Bom dia, dona Cidinha.
– Bom dia, minha filha.
– A senhora é espírita, não é mesmo?
– Sim, de todo coração. O Espiritismo é bênção de Deus em nossas vidas.
– Eu queria justamente perguntar-lhe a respeito de Deus. Sou católica e aos domingos tenho um encontro com o Senhor na missa. Como fazem os espíritas, se não frequentam a igreja?
– Estou surpresa! O seu Deus é tão limitado assim?
– Como?
– Se comparece perante os fiéis apenas na missa, e só para os católicos!…
– Como é o seu Deus?
– Não o meu. O nosso, minha filha! Deus é o Pai de todos nós, não apenas de católicos, mas de todos os religiosos e até de quem não tem religião. E não está dentro de uma igreja, mas em todo o Universo, em todas as manifestações da Natureza, nos mundos que se equilibram no espaço, na beleza das flores, no trinar dos pássaros, no sorriso da criança, na solicitude das mães…
– Como pode Deus estar presente em tudo? Ele não tem seus compromissos, governando o Universo?
– Você está imaginando Deus de maneira antropomórfica. Por isso tem dificuldade.
– Antropomórfica, que nome esquisito!
– É a concepção de Deus à imagem do homem, como se fosse um soberano a governar o Universo,
instalado num palácio celestial.
– Não é assim?
– Deus, minha querida é a Consciência Cósmica do Universo, a Mente Divina, presente em tudo e em
todos.
– Em todos? Também em nós?
– Sim, na intimidade de nossa consciência, a exprimir-se no ideal de servir, nas sementes de virtude, no anseio de aprender, nas dores de consciência pelo exercício do mal, ou na satisfação pelo Bem praticado. Tudo isso é Deus que nos fala, que nos orienta, que nos adverte, que nos chama, que
nos espera...
– E por que as pessoas não conseguem perceber a presença de Deus?
– Quando o fariseu perguntou a Jesus qual o mandamento maior da Lei, o que o Mestre respondeu?
– Isso eu sei. Jesus citou dois mandamentos: o amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. E explicou que resumem tudo o que está no Velho Testamento.
– Muito bem, você está demonstrando conhecer o pensamento de Jesus. Quando estudamos o assunto, logo percebemos que esses dois mandamentos se completam. Impossível amar a Deus sem amar o próximo. Não há melhor maneira de demonstrar amor a um pai do que cuidando de seu filho.
– Agora entendo por que os espíritas empenham-se tanto em praticar a caridade. Seria uma ponte
para Deus?
– Perfeito, minha querida. O melhor altar para nos aproximarmos de Nosso Pai, independente de nossa concepção religiosa, é a caridade. Sempre que a exercitarmos perceberemos a presença de Deus em nossas vidas, proporcionando-nos a maior de todas as alegrias, aquela que decorre do dever cumprido.


***


Os teólogos criaram, ao longo do tempo, concepções dogmáticas, com ritos e rezas voltados para o culto exterior, sugerindo que Deus está no interior de sua igreja e que só ela levará os crentes ao Céu.
Afastaram-se do pensamento original de Jesus, que, despido de formalismos e firulas dogmáticas, nos ensina, com a simplicidade da sabedoria autêntica e a profundidade da verdade revelada, que o Reino de Deus deve ser encontrado na intimidade de nossas almas, como exprime em Lucas (17:21):
…o Reino está dentro de vós.
E mais: se pretendemos um encontro com o Senhor nesse reino íntimo é fundamental que observemos sua recomendação (Mateus, 7:12):
Tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também a eles…



Richard Simonett

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Todos os Seres




Todos os seres estão ligados uns aos outros e se influenciam reciprocamente.
o universo inteiro está submetido á lei da solidariedade. 
Os mundos perdidos nas profundezas do éter, os astros que, a milhares de léguas de distância, entrecruzam seus raios de prata, conhecem-se chamam-se e respondem-se.
Uma força, que denominamos atração, os reúne através dos abismos do espaço.

Da mesma maneira, na escala da vida, todas as almas estão unidas por múltiplas relações.
A solidariedade que as liga funda-se na identidade de sua natureza, na igualdade de seus sofrimentos através dos tempos, na similitude de seus destinos e de seus fins.
Como os astros dos céus, todas essas almas se atraem.
A matéria exerce sobre o espírito seus poderes misteriosos.

Assim como Prometheo sobre sua rocha, ela o encadeia aos mundos obscuros.
A alma humana sente todas as atrações da vida inferior; ao mesmo tempo ela percebe os chamados do alto.
Sabemos que o corpo fluídico materializa-se ou purifíca-se conforme a natureza dos pensamentos e das ações do espírito.
As almas viciosas atraem a si, por suas tendências fluidos impuros, que lhe tornam mais espessos e lhes diminuem as radiações.

Quanto mais material e grosseiro é o espirito, tanto mais influencia tem sobre ele a lei de gravidade; com os espíritos puros, cujo perispírito radioso vibra a todas as sensações do infinito e que acham nas regiões etéreas meios apropriados á sua natureza e a seu estado de progressão produz-se o fenômeno inverso.

Chegados a um grau superior, estes espíritos prolongam cada vez mais a sua estada no espaço espiritual; as vidas planetárias tornam-se para eles uma exceção, e a vida livre a regra, até que a soma das perfeições realizadas os liberte para sempre da servidão dos renascimento.

Léon Deniz



Fonte: Livro - "O Problema do Ser, do Destino e da Dor" Léon Denis

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Aborto Não!




Imaginaste que tuas lágrimas só tiveram por companhia o silêncio da noite espessa.
Pensaste que ninguém ouvia os reclamos de tua alma, os gritos do teu coração.
Permaneceste alimentando revolta e insatisfação, aumentando o caudal de tuas emoções em desequilíbrio.

Planejaste exterminar o entezinho que se abrigava em teu seio, sem que ninguém soubesse.
Admitiste a impossibilidade de seres mãe por tua própria iniciativa.
Uma amiga sim. Ela seria a salvação. Já conhecia os trâmites que lhe permitiram quatro abortamentos. Sim. A amiga será a salvação.
Minha filha, queremos dizer-te que o que tens pensado e desejado realizar só aumentará os teus tormentos.

Não creias que um filho atrapalhará a tua vida.
Antes, será ele que no futuro te dará ânimo e sustento, amparo e proteção.
Não coloques obstáculos.
Não impeças a manifestação da vontade divina que se dignou premiar-te, oferecendo-te a guarida de um entezinho que, se hoje te pede carinho e amizade, compreensão e socorro, amanhã te recompensará por todo o bem que fizeres.

Não, o aborto não é solução, antes a complicação!

Muitas mulheres na atualidade deploram o ministério da maternidade, esquecidas de que ser mãe é ser cooperadora de Deus no santificado mister da procriação; outras derramam lágrimas de sangue por se verem impossibilitadas de gerar; outras, contudo, alegram-se, felicitam-se por abrigarem na intimidade de seu ventre um ser que crescerá e se engrandecerá para as glórias da vida.

Pense um pouco, minha filha, ainda é tempo de evitares o crime nefando que alimentas na casa mental, onde teus pensamentos aparentemente inaudíveis são facilmente detectados por nós, os amigos de Jesus, que nos esforçamos para evitar o infanticídio que se generaliza na Terra, abrigado nas malhas do materialismo e amparado por interesses inconfessáveis.
Pensa nisso, filha. Tu também, todos nós, um dia prestaremos contas a Deus de tudo o que fizemos e do que deixamos de fazer.
Aborto não! Vida sim! Desde a menor expressão do ser que se liga à futura mãe, até o anjo que se evola ao céu, a vida é de Deus e só Ele tem o poder de dá-la ou tirá-la.

Josiel


(Mensagem recebida no Grupo Espírita Fabiano, RJ, em junho de 1991, pelo médium Jorge Caldas.)
Reformador (FEB) Setembro 1993

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Além dos Outros




“Não fazem os publicanos também o mesmo?”
— Jesus. (Mateus, 5, 46.)


Trabalhar no horário comum irrepreensivelmente, cuidar dos deveres domésticos, satisfazer exigências legais e exercitar a correção de proceder, fazendo o bastante na esfera das obrigações inadiáveis, são tarefas peculiares a crentes e descrentes na senda diária. 

Jesus, contudo, espera algo mais do discípulo.

Correspondes aos impositivos do trabalho diuturno, criando coragem, alegria e estímulo, em derredor de ti?

Sabes improvisar o bem, onde outras pessoas se mostraram infrutíferas?

Aproveitas, com êxito, o material que outrem desprezou por imprestável?

Aguardas, com paciência, onde outros desesperaram?

Na posição de crente, conservas o espírito de serviço, onde o descrente congelou o espírito de ação?

Partilhas a alegria de teus amigos, sem inveja e sem ciúme, e participas do sofrimento de teus adversários, sem falsa superioridade e sem alarde?

Que dás de ti mesmo no ministério da caridade? Garantir o continuísmo da espécie, revelar utilidade geral e adaptar-se aos movimentos da vida são característicos dos próprios irracionais.

O homem vulgar, de muitos milênios para cá, vem comendo e bebendo, dormindo e agindo sem diferenças fundamentais, na ordem coletiva. De vinte séculos a esta parte, todavia, abençoada luz resplandece na Terra com os ensinamentos do Cristo, convidando-nos a escalar os cimos da espiritualidade superior. Nem todos a percebem, ainda, não obstante envolver a todos. Mas, para quantos se felicitam em suas bênçãos extraordinárias, surge o desafio do Mestre, indagando sobre o que de extraordinário estamos fazendo.

Emmanuel


Fonte: Livro Fonte Viva, psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ajudemos o Pensamento




A leitura de uma mensagem, nos instantes críticos da vida, vale mais que a leitura de um compêndio, fora deles.

Aprendamos a admoestar-nos, antes que a vida nos admoeste: na alimentação excessiva, moderemos o apetite; na preguiça, trabalhemos honestamente; na irritação sistemática, governemos as emoções.

As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus.

Qual é o efeito renovador de um sorriso? É a luz penetrando nas trevas. Não neguemos a dádiva do sorriso seja a quem for: sorriamos na dificuldade, na luta, na dor.

Jesus caminha na terra procurando certa categoria de doadores difíceis de encontrar, os doadores de suor, que trabalhem desinteressadamente na construção de seu reino de luz.

Existem pessoas que percorrem o mundo inteiro à procura de si próprias.

Se não dominarmos o hábito o hábito acaba nos dominando.

Antes da fatalidade da morte, existe a fatalidade da vida.

Cumpramos os próprios deveres sem esperar que os amigos nos teçam laivos de gratidão.

Grafemos páginas consoladoras e as divulguemos sem a pretensão de sermos compreendidos ou elogiados.

Fujamos da intoxicação mental da mágoa. Se amigos desertaram, pensemos na árvore que, por vezes, necessita da poda, a fim de renovar a própria existência.

Se sofremos prejuízos materiais, recordemos que, a perda do anel é a defesa do braço.

Sinais de alarme: impaciência; acharmos que a nossa dor é maior que a dos outros; vermos ingratidão nos amigos; imaginarmos maldade nas atitudes dos companheiros; comentarmos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa.

Diminuamos as próprias necessidades e aumentemos as concessões; intensifiquemos o trabalho e reduzamos as quotas de tempo inaproveitado; elevemos as idéias e reprimamos os impulsos; libertemos o “homem presente” na direção de Jesus e aprisionemos o “homem passado” que ainda vive em nós.

O serviço ao próximo é a única medida que fornece exata notícia do nosso merecimento espiritual.
Evitemos: distração sem propósito; visita inútil; discussão sem proveito.

Fonte: Ideal Espírita.  Chico Xavier, Espíritos Diversos. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Você Pode Fazer a Diferença




Relata a Sra. Thompson que, no seu primeiro dia de aula, parou em frente aos seus alunos da quinta série e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.

No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Teddy. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e, muitas vezes, suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.

Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.

Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano.

A Sra. Thompson só fez isso alguns meses depois que as aulas tinham iniciado e deixou a ficha de Teddy por último. Mas, quando a leu foi grande a sua surpresa. A professora do primeiro ano escolar de Teddy havia anotado o seguinte:

Teddy é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.

A professora do segundo ano escreveu: Teddy é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil.

Da professora do terceiro ano constava a seguinte anotação: A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Teddy. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.

A professora do quarto ano escreveu: Teddy anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.

A Sra. Thompson se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada. Sentiu-se ainda pior quando lembrou dos presentes de Natal que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Teddy, que estava enrolado num papel marrom de supermercado.

Lembra-se de que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.

Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Naquela ocasião, Teddy ficou um pouco mais de tempo na escola do que o costume. Lembrou-se ainda, que Teddy lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe.

Naquele dia, depois que todos se foram, a professora Thompson chorou por longo tempo...

Em seguida, decidiu-se a mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Teddy..

Com o passar do tempo, ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava.

Ao finalizar o ano letivo, Teddy saiu como o melhor da classe. Um ano mais tarde a Sra. Thompson recebeu uma notícia, em que Teddy lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida.

Seis anos depois, recebeu outra carta de Teddy contando que havia concluído o ensino médio e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Theodore Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Teddy.

Mas a história não terminou aqui. A Sra. Thompson recebeu outra carta, em que Teddy a convidava para seu casamento e noticiava a morte de seu pai.

Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Teddy anos antes, e também o perfume.

Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Teddy lhe disse ao ouvido: Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.

Mas ela, com os olhos banhados em pranto, sussurrou baixinho: Você está enganado! Foi você que me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci.


* * *


Mais do que ensinar a ler e escrever, explicar matemática e outras matérias, é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.

Mais do que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor, mostrando que sempre é possível fazer a diferença...


Redação do Momento Espírita.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Luz em Nós




Quando a minúscula semente rasga o solo e se projeta para o alto em busca dos raios energizados do Sol... Quando a lagarta arrebenta o casulo e na metamorfose, a borboleta bate pela primeira vez suas frágeis asas coloridas rumo às alturas.. Quando uma criança se encanta ao observar o cintilar das estrelas... E, mesmo o cientista ao buscar no firmamento a razão de sua existência, entendemos porque toda a Natureza, do micro ao macro lançam o olhar para o alto, com destino à claridade.

Assim, nesse contexto podemos visualizar mentalmente uma grande teia de luz que se encadeia entre seus delicados filamentos um ao outro, no espaço Universal, formando como que, um enorme farol!

Jesus muitas vezes fez referência a luz, quando disse “Eu sou a luz do mundo, quem me seguir não andará em trevas, mas terá a luz da vida”, ou “andai enquanto tendes a luz para que as trevas não vos apanhem” entre outras tantas máximas maravilhosas...
Fomos criados, pela luz de Deus, simples e ignorantes, por isso Joanna de Ângelis (espírito) diz que somos lucigênitos.

A busca dessa luz é o nosso objetivo maior durante todo o processo evolutivo. Não acontece de uma hora para outra, não há transformações mirabolantes ou fantasiosas nem milagres, é um caminho árduo, difícil... sem descanso, porém progressivo e compensador.

Como a lâmpada que não ilumina só o interior de seu bulbo, mas, espraia-se ao seu redor, nós também temos que espargir nossa luz, trabalhando para eliminar os personalismos do Ego, orgulho, egoísmo, a fim de sintonizar com as virtudes essências do Self, pois apesar de ser interno e individual o processo de iluminação, desdobra-se em consequências externas na convivência com o próximo.

Quando Jesus propôs que Ele é a luz, naturalmente passamos a imaginar que se referia a luz física, material, porém a referência era de uma luz espiritual, de uma luz verdadeira, divina e eterna. Jesus não se fez maior, em dizer que Ele era Luz, mas propôs que também nós somos luz quando disse “Brilhe a vossa luz”, luz do conhecimento que há de eliminar as nossas sombras, para que nosso caminho em busca da felicidade se apresente mais claro, mais seguro, e mais célere... Buscando a felicidade, o homem deve comprometer-se com o autodespertamento, identificando erros e defeitos como também as boas qualidades, destituído dos sentimentos de autopunição, complexos, remorsos e culpas.

Na ignorância de si mesmo, o ser se manterá na insegurança, pois não consegue, quando solicitado, avaliar a sua reação psicoemocional enfrentada no dia-a-dia, na longa estrada para a perfeição. É a sombra, o Ego que se melindra, se irrita, se aborrece, se magoa, mas nossa essência é o Self, a luz, que pondera, reconsidera, reflexiona, perdoa, analisa, faz juízo de valores para depois tomar a decisão com calma, com serenidade.

Assim temos que nos conectar com a Luz Cósmica, formando uma Unidade... A iluminação nos faz ir ao encontro do outro, atravessando obstáculo, enxergando as próprias limitações e também as próprias virtudes, sem rodeios, sem máscaras, percebendo que o próximo tem também a mesma essência transformadora.

Nessa jornada teremos com certeza a ajuda espiritual, nos intuindo no mais íntimo do nosso ser, todavia, a viagem é solitária e se dará no compartilhar, com a singularidade de cada um dos que seguem conosco, independentemente do seu estágio evolutivo.

Enfim, para obtermos êxito nesse processo, temos que nos munir de coragem, otimismo, disciplina, perseverança, boa vontade, humildade, aquisições potentes e intransferíveis, que nos farão avançar ao encontro da Grande Luz!

Edir Salete



Fonte: http://www.facebook.com/paz.espiritual.1?fref=ts