Blog do CLE Missionários da Luz (o primeiro Clube do Livro Espírita de Olinda- PE), que tem como objetivo reunir os atuais associados, conquistar novos amigos e divulgar a Doutrina Espírita, praticando um dos belos conselhos do Espírito Emmanuel: "A maior caridade que praticamos, em relação à Doutrina Espírita, é a sua própria divulgação."Sejam todos bem vindos ao nosso Blog!Conheça,divulgue, compartilhe conosco este espaço que é de todos nós!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Jesus na Visão Espírita




Nós acreditamos que Jesus evoluiu como qualquer outra pessoa, mas em outro planeta.
E, quando ele alcançou o patamar de Espírito puro, Deus o incumbiu de ser o Governador do nosso planeta. Ele, então, participou da formação de tudo.

Como explica Emmanuel: "(...) Jesus, já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos. A primeira reunião, aconteceu quando nosso planeta estava sendo formado, quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançasse, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródomos da vida na matéria em ignição, do planeta; e a segunda, foi quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção."

Mas, muitos séculos antes de sua vinda, Jesus destinou outros Espíritos, embaixadores de sua sabedoria e misericórdia para ensinar a Regra Áurea: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
Diziam os gregos: “Não façais ao próximo o que se vos faça.”
Afirmavam os persas: “Fazei como quereis que se vos faça.”
Declaravam os chineses: “O que não desejais para vós, não façais a outrem.”
Recomendavam os egípcios: “Deixai passar aquele que fez aos outros o que desejava para si.”
Doutrinavam os hebreus: “O que não quiserdes para vós, não desejeis para o próximo.”
Insistiam os romanos: “A lei gravada nos corações humanos é amar os membros da sociedade como a si mesmo.”

Mas, apesar dos povos receberem a lei de ouro da magnanimidade do Cristo, os profetas, administradores, juízes e filósofos procederam, muitas vezes, de maneira diferente da que pregavam. Então, Jesus nasceu entre nós. E, desde a infância viveu indiferente à sua própria felicidade, pois seus sonhos e ideais só objetivavam a felicidade alheia. Além de ensinar exemplificou, não com virtudes parciais, mas em plenitude de trabalho, abnegação e amor, nas praças públicas, revelando-se aos olhos da Humanidade inteira.
Ele veio nos mostrar o caminho da “salvação”. E só através da vivência de seus ensinamentos estaremos "salvos" ou "livres" do mal que ainda se encontra dentro de muitos de nós. E é assim, que Ele aguarda que surja o homem novo (citado por Paulo de Tarso), a partir do homem velho (que somos nós).

Respeitamos os que escolheram outros iluminados como instrutores espirituais: Buda, Maomé, Confúcio, Zoroastro, Moisés, etc., mas, acreditamos que todos eles foram trabalhadores de Jesus enviados por Ele.
Por isso, Jesus é para o espírita “o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e de modelo.”


Compilação feita por Rudymara retirada dos livros: "A Caminho da Luz"; "O livro dos Espíritos"; "Caminho, Verdade e Vida"; "O Evangelho segundo o Espiritismo"; "Em busca do homem novo".

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Vigiai e Orai




"Vigiai e orai para que não entreis em tentação"...
(Marcos, 14:38; Mateus 26:41)




"Diante da prova, orar, envidando meios de transformá-la em experiência benéfica.

Diante da penúria, orar, desenvolvendo serviço que a desfaça.

Diante da ignorância, orar, acendendo luz que lhe dissipe a sombra.

Diante da enfermidade, orar, procurando medicação que lhe afaste os prejuízos.

Diante do desastre, orar, empreendendo ações que lhe anulem os efeitos.

Diante da dificuldade, orar, aproveitando a lição dos obstáculos de modo
a evitá-los futuramente.

Diante do sofrimento, orar, construindo caminhos para a devida libertação.

Diante da discórdia, orar, edificando recursos para o estabelecimento da paz.

Orar sempre, mas agir cada vez mais para que se realize o melhor.

Disse-nos o Senhor: vigiai e orai para que não entreis em tentação. . . e, realmente, acima de tudo vigiam e oram aqueles que ativamente se esforçam para que, em tudo, se faça o bem que nos cabe fazer."

Emmanuel


Fonte: livro “Bênção de Paz" – Psicografia de Chico Xavier

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Muito Humilde




A pessoa que trabalha lá em casa é muito, muito humilde.

Você já deve ter ouvido esta frase, com certeza. E com a mesma 
certeza sabe que quem assim fala está se referindo a alguém com
poucos recursos amoedados. Ou intelectuais. Ou ambos.

De um modo geral, associamos pobreza, analfabetismo, ignorância à 
humildade.

Contudo, foram humildes Jesus de Nazaré, Francisco de Assis, 
Francisco Cândido Xavier.

E esses não se enquadram nos itens destacados. Jesus era humilde, no 
entanto, a ninguém ocorre imaginar que Ele fosse um iletrado.

Profundo conhecedor da alma humana, o que Lhe confere, de imediato, 
alta condição psicológica, era igualmente conhecedor da História
de Israel, da cultura do mundo em que vivia, das Escrituras.

Provam isso Suas falas, Seus pronunciamentos, reportando-Se à lei 
antiga, aos profetas, ao tempo político que se vivia então.

Ao demais, era poeta, utilizando-Se sabiamente de figuras de 
linguagem, adequando-as ao ensino que desejava oferecer e às pessoas
para as quais falava.

Ninguém foi tão grande quanto Ele. E era humilde. Ele mesmo O 
disse: Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração.

Francisco Cândido Xavier não dispunha de recursos financeiros, nem 
diplomas.

Mas ninguém ousaria dizê-lo ignorante. Basta recordar-lhe a 
sabedoria nas entrevistas que concedeu a jornalistas, repórteres,
cientistas que desejaram estudar-lhe as qualidades mediúnicas.

Sabia portar-se em público, utilizando-se de vocabulário adequado, 
demonstrando a ilustração do seu intelecto.

Francisco de Assis nasceu em berço rico e abraçou a pobreza, por 
opção do ensino que desejou ministrar, em plena Idade Média.

Era humilde e conhecedor do Evangelho. Foi ainda compositor. Dizia-se 
o cantor do grande Rei, Deus.

No ideal de divulgar o Evangelho de Jesus em sua essência mais pura, 
agregou jovens ricos, homens cultos, no mesmo Ideal e os liderou.

Falava ao povo simples, falava a magistrados e às autoridades 
eclesiásticas.

Conta-se que, certa vez, em retornando de Roma a Assis, deteve-se na 
cidade de Ímola. Por questão de respeito hierárquico,
apresentou-se ao bispo e expressou o desejo de pregar na igreja
local.

Eu prego a meu povo e isso é o bastante! – Foi a resposta do 
bispo.

Francisco se retirou e voltou uma hora depois, fazendo o mesmo 
pedido.

Ante o espanto do bispo, pela insistência, respondeu: 

Meu senhor, se um pai expulsa o filho por uma porta, ele deve voltar 
por outra!

O raciocínio coerente lhe valeu o direito de tomar lugar no púlpito
do prelado para a pregação.


* * * 


Humildade é virtude que brilha nos corações dos homens de bem.

Homens de intelecto mas que a ninguém desprezam. 

Homens de posses, que a todos acolhem. 

Homens que sabem reivindicar seus direitos, nunca sendo omissos. 

Homens de bem. Humildes. 

Repensemos nossos conceitos. 



 Redação do Momento Espírita


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Consciência da Gratidão





À medida que a psique desenvolve a consciência, fazendo-a superar os níveis primitivos recheados pela sombra, mais facilmente adquire a capacidade da gratidão. 

A sombra, que resulta dos fenômenos egoicos, havendo acumulado interesses inferiores, é a grande adversária do sentimento de gratulação. Na sua ânsia de aparentar aquilo que não conquistou, impedida pelos hábitos enfermiços, projeta os conflitos nas demais pessoas, sem a lucidez necessária para confiar e servir. Servindo-se dos outros, supõe que assim fazem todos os demais, ante a impossibilidade de alargar a generosidade, que lhe facultaria o amadurecimento psicológico para a saudável convivência social, para o desenvolvimento interior dos valores nobres do amor e da solidariedade.

A miopia emocional defluente do predomínio da sombra no comportamento do ser humano impede-o que veja a harmonia existente na vida. 

As imperfeições morais que não foram modificadas pelo processo da sua diluição e substituição pelas conquistas éticas atormentam o ser, fazendo-o refratário, senão hostil a todos os movimentos libertários. 

Não há no seu emocional, em conseqüência, nenhum espaço para o louvor, o júbilo, a gratidão. 

Desse modo, os conflitos que se originaram em outras existências e tornaram-se parte significativa do ego predominam no indivíduo inseguro e sofredor, que se refugia na autocompaixão ou na vingança, de forma que chame a atenção, que receba compensação narcisista, aplauso, preservando sempre suspeitas infundadas quanto à validade do que lhe é oferecido, pela consciência de saber que não é merecedor de tais tributos...

Acumuladas e preservadas as sensações que se converteram em emoções de suspeita em de ira, de descontentamento e amargura, projetam-nas nas demais pessoas, por não acreditar em lealdade, amor e abnegação. 

Se alguém é dedicado ao bem na comunidade, é tido como dissimulador, porque essa seria a sua atitude (da sombra). 

Se outrem reparte alegria e constrói solidariedade, a inveja que se lhe encontra arquivada no inconsciente acha meios de denominá-lo como bajulador e pusilânime, pois que, por sua vez, não conseguiria desempenhar as mesmas tarefas com naturalidade. A ausência de maturidade afetiva isola o indivíduo na amargura e na autopunição. 

Tudo quanto lhe constitui impedimento mascara e transfere para os outros, assumindo postura crítica impiedosa, puritanismo exagerado, buscando sempre desconsiderar os comportamentos louváveis do próximo que lhe inspiram antipatia. 

Assim age porque a sua é uma consciência adormecida, não habituada aos vôos expressivos da fraternidade e da compreensão, que somente se harmonizando com o grupo no qual vive é que poderá apresentar-se plena. 

Autoconscientizando-se da sua estrutura emocional mediante o discernimento do dever, o que significa amadurecer, conseguirá realizar o parto libertador do ego, dele retirando as suas mazelas, lapidando as crostas externas qual ocorre com o diamante bruto que oculta o brilho das estrelas que se encontram no seu interior.

Urge, pois, adotar nova conduta para se libertar das fixações perversas. Conseguindo despertar dos valores nobres, é inevitável a saída da sua individualidade para a convivência com a coletividade, onde mais se aprimorará, aprendendo a conquistar emoções superiores que o enriquecerão de alegria e de paz, deslumbrando-se ante as bênçãos da vida que adornam tudo, assimilando-as em vez de reclamando sempre, pela impossibilidade de percebê-las. 

O ingrato, diante do seu atraso emocional, reclama de tudo, desde os fatores climatéricos aos humanos de relacionamentos, desde os orgânicos aos emocionais, sempre com a verruma da acusação ou da autojustificação assim como do mal-estar a que se agarra em seguro mecanismo de fuga da realidade.

Nos níveis nobres da consciência de si e da cósmica, a gratidão aureola-se de júbilos, e os sentimentos não mais permanecem adstritos ao eu, ao meu, ampliando-se ao nós, a mim e a você, a todos juntos.

A gratidão é a assinatura de deus colocada na Sua obra.

Quando se enraíza no sentimento humano logra proporcionar harmonia interna, liberação de conflitos, saúde emocional, por luzir como estrela na imensidão sideral... 

Por extensão, aquele que se faz agradecido torna-se veículo do sublime autógrafo, assinalando a vida e a natureza com a presença dEle.

Quando o egoísta insensatamente aponta as tragédias do cotidiano, as aberrações que assolam a sociedade, somente observa o lado mau e negativo do mundo, está exumando os seus sentimentos inconscientes arquivados, vibrantes, sem a coragem de externá-los, de dar-lhes campo livre no consciente. 

A paz de fora inicia-se no cerne de cada ser. Também assim é a gratidão. Ao invés do anseio de recebê-la, tornar-se-lhe o doador espontâneo e curar-se de todas as mazelas, ensejando harmonia generalizada.

A vida sem gratidão é estéril e vazia de significado existencial.


Joanna de Ângelis


Fonte: Livro: Psicologia da Gratidão. Psicografia de Divaldo Franco

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Desobsessão: A terapêutica do amor





"O enfermo espiritual conduz chagas profundas, que exigem um tratamento cuidadoso, por serem de natureza moral."
Divaldo Pereira Franco


Em todo o processo de obsessão, defrontamos-nos com um desafio moral que se prolonga em razão da agressividade dos litigantes, que, por estarem renitentes no ódio, preferem o combate inglório do que as bênçãos de renovação e paz. Como consequência, os implicados no conflito se encontram enfermos da alma, necessitando de uma terapia adequada. E somente o amor é capaz de conseguir a cura. 
Evidentemente, a lógica e a razão devem ser convocadas para o esclarecimento tanto daquele que se faz algoz como daquele que se apresenta como vítima. Na verdade, o aparente algoz de hoje é a vítima de ontem. Ignorando a sabedoria das leis divinas e movido por pura loucura, ele resolve tomar a clava da justiça em suas mãos a fim de aplicar o desforço, quando a consciência cósmica possui recurso hábeis para regularizar todas as ocorrências perturbadoras, mantendo o equilíbrio e a harmonia geral.
Quando há a consciência de culpa no indivíduo, seja ela lúcida ou adormecida na alma, surge uma matriz propiciadora para que se instale uma alienação obsessiva, convertida em uma verdadeira tomada na qual se fixa o plug psíquico do ser que se sentiu defraudado, traído, vitimado pela perversidade ou indiferença de quem se converteu em verdugo para si.
Através de um mecanismo sutil de afinidade, em virtude do perseguidor e do perseguido vibrarem na mesma faixa psíquica (ódio, ciúme, paixão dissolvente, sexo desvairado ou vícios de qualquer natureza), a obsessão se instala mediante a vinculação das descargas de animosidade do desencarnado sobre o encarnado, quando se trata desse tipo de perturbação. Mesmo nos casos em que ocorrem os fenômenos hostis de desencarnado contra desencarnado ou de encarnado para com desencarnado, sempre há um traço de profunda afinidade ou identidade de sentimentos entre os envolvidos no infeliz problema.
Com bastante propriedade, Allan Kardec estabeleceu que, entre os recursos terapêuticos para desobsessão, predomina a paciência, considerando-se que os espíritos rebeldes e cruéis são intempestivos, recalcitrantes e sem capacidade de suportar uma ação positiva constante, carregada de amor e verdadeiro desejo de auxílio.



Recursos terapêuticos

O processo obsessivo pode ter início antes mesmo da reencarnação do paciente, quando se trata de necessidade expiatória. Nos casos de provação, quando a reparação dos males causados para aquele que hoje se converte em perseguidor se faz imprescindível, o mecanismo de instalação do quadro é lento e bem urdido, gerando varias consequências, inclusive afetando o organismo físico. Desse modo, a terapia propiciatória à  saúde se faz muito complexa, exigindo os valiosos recursos do amor e da perseverança daquele que se propõe a esse intento.
Ao mesmo tempo, o terapeuta que se dedica ao ministério da desobsessão deve possuir os recursos hábeis para o bom desempenho da tarefa que pretende executar. Inicialmente, deve ter uma conduta moral e social saudável, perfeitamente compatível com os códigos do verdadeiro espírita, que equivalente a ser um verdadeiro cristão. Ao lado deste indispensável requisito, torna-se de grande valia o conhecimento da doutrina espírita e , por extensão, das técnicas utilizadas pelos espíritos vingadores, perturbadores e enfermos que se dedicam a esta cruel cobrança por intermédio das obsessões. Também é imprescindível ao terapeuta estar sob a orientação de seu guia espiritual ou do núcleo no qual se realizam as reuniões especializadas para tal cometimento. 
O trato com os desencarnados em sofrimento (e todo perseguidor é profundamente infeliz, pois se encontra inimizado consigo próprio) deve sempre se revestir de muita gravidade, respeito e amor. As palavras que lhe serão dirigidas devem estar carregadas emocionalmente de sentimentos nobres, de tal forma que resistam à observação dos mesmos, suas contestações e reações expressas de várias maneiras.
O enfermo espiritual conduz chagas profundas, que exigem um tratamento cuidadoso, por serem de natureza moral e estarem fixadas no cerne do perispírito.
Seu tratamento terá que se dar do interior para o exterior, mediante a renovação do próprio paciente, quando se resolve pela mudança de atitude mental e a consequente transformação moral para melhor. Por isso mesmo, a conduta do terapeuta com ele deve se caracterizar pela doação de energias psíquicas e irradiações  afetuosas que consigam lhe alterar o campo vibratório, pelo qual passará a captar outras e diferentes ondas mentais, enriquecendo-se de equilíbrio e renovação.
Portanto, não se deve tentar nenhuma violência em atividades desobsessivas  compreendendo-se que não é apenas o encarnado que está doente e deve receber cuidados, mas principalmente aquele que vem sofrendo ao longo dos anos sem compreender a realidade da vida nem alterar o comportamento para que, no mínimo, possa luzir a paz. No entanto, essa conduta não dispensa a energia que se faz essencial, se muito bem dosada, em certos momentos, de forma que os valores íntimos do terapeuta sejam colocados em teste.



Esforço moral

Recordemos a conduta que manteve Jesus, o Sublime Terapeuta, quando dialogava com o espírito imundo que atazanava o jovem epiléptico, cujo pai lhe pediu socorro ao descer do Tabor, o mesmo ocorrendo com a legião que obsediava o atormentado de Gadara. Conhecendo as causas anteriores que geraram as aflições agora apresentadas em forma de obsessão, o amigo por excelência sabia que os débitos de ambos os incursos na lei já estavam liberados pelo sofrimento que experimentaram, estando, portanto, em condições de recuperarem a saúde. Não obstante, sempre que era convocado para atender aflições humanas de qualquer natureza, Jesus solicitava ao recém-liberado que não voltasse a pecar, ou seja, que se comprometesse com o mal, a fim de que algo pior não lhe acontecesse.
Por outro lado, torna-se impostergável o esforço do paciente encarnado em favor de sua própria recuperação moral, trabalhando para se libertar das imperfeições que afeiam o caráter e abrem espaço para a instalação de plugs propiciadores de obsessões.



Casos de reincidência

É compreensível que episódios de recidiva ocorram durante o tratamento, graças ao ressentimento do encarnado e o recrutamento da perturbação. Porém, isso não significa uma falência dos métodos aplicados, mas uma convocação a todos que se encontram neles implicados no sentido de permanecerem unidos e perseverantes. Tal situação acontece porque graves problemas mal administrados e com uma vigência demorada não podem ser erradicados de um momento para o outro, propondo largos investimentos de amor e compaixão.
À semelhança de uma terapia aplicada em um problema psiquiátrico ou psicológico convencional, cujos resultados nem sempre são os anelados, distúrbios de dois pacientes que se interdependem pelos conflitos que os estiolam são defrontados diante das obsessões. Em outras situações, o paciente vitimado pela obsessão se torna responsável pelo prolongamento do drama, por causa das dificuldades que enfrenta  no trabalho de autoburilamento moral, quando se revelam sentimentos de mégoas e amarguras em relação  ao ser que o infelicita, aprisionando mentalmente o adversário que já se encontra em período de transformação interior. Quando ocorre este fenômeno, a recidiva é inevitável, tornando-se um desafio para o terapeuta. Terá de usar argumentos muito claros e enérgicos, para que o paciente encarnado resolva mudar o comportamento e se tornar um trabalhador do bem comum.
Nas obsessões intermitentes, nas quais a cura não se faz em razão da fragilidade moral da criatura que padece pela injunção, estas se repetem com frequência até se tornarem irreversível, quando a problemática é transferida para além do portal de cinzas, representando uma grande falência do ser que não soube aproveitar a oportunidade para a reparação dos gravames antes perpetrados. O infeliz comportamento poderá dar margem para futuras reencarnações em circunstâncias das quais não poderá se furtar.
A vida cobra seus infratores sempre com misericórdia, oferecendo recursos para tornar o regate menos aflitivo, cabendo ao devedor apressar o momento de sua libertação. Se não acontece desta forma, é porque ele próprio se aprisiona nas correntes construtora do desespero, o qual passará a experimentar em situação muito mais penosa. Assim, só existe obsessão porque permanecem endividados aqueles que se recusam ao ressarcimento através do amor (obras meritórias, de auto edificação, de compaixão e de embelezamento do mundo), sendo convocados para o reequilíbrio das leis divinas, que agora se apresentam como sofrimento, já que a dor não é de Deus. Isso é resultado da ignorância e da revolta do ser humano, que o elaborou como metodologia para encontrar a felicidade.



A importância do amor

A obsessão é um mal que assola como verdadeira epidemia, exigindo o contributo do amor tanto nos dias de hoje como em todos os tempos. Sua erradicação somente se dará quando o espírito humano resolver mudar seu comportamento em relação a Deus, ao seu próximo e a si mesmo.
Nessa paisagem de obsessões que se generalizam, há algumas cujas raízes estão profundamente fixadas nos perispírito do encarnado. Para trata-lá, são necessários e mesmo indispensáveis os conhecimentos de técnicos espirituais que realizam cirurgias profundas no paciente, onde estão as matrizes, para libertar o vampirizador desencarnado. Então, esta passará a receber assistência competente ao mesmo tempo em que o enfermo encarnado contribuirá com seu esforço de melhoramento interior, ajudando aquele a quem muito prejudicou. Em alguns casos, apenas com a reencarnação do inclemente perseguidor na condição de filho, irmão ou familiar muito próximo, no intuito de uma convivência dos dois desafetos, é que se torna possível ao amor, em longo trabalho, limar as arestas da animosidade e proporcionar a regularização do delito.
A desobsessão é a saudável terapia espírita capaz de modificar as paisagens atuais da Terra, afligida por verdadeiras hordas de espíritos em desalinho com os quais as criaturas humanas se sintonizam. Porém, isso não se dá exclusivamente durante os trabalhos especializados, mas também nas conversas edificantes, leituras enobrecedoras, espetáculos artísticos com mensagens elevadas, espairecimentos renovadores e conferências instrutivas, aquelas que trazem os esclarecimentos espirituais a respeito do ser, da finalidade de sua existência na Terra, de como administrar os desafios, das atividades que podem ser realizadas em favor do mundo melhor.
A "evangelhoterapia" é o precioso recurso que todos podem utilizar para que a saúde, em seus vários aspectos, predomine entre os indivíduos encarnados, dando margem para que manifestação da Nova Era que desejamos, cuja instalação em nosso planeta se avizinha, ocorra nos corações e nas mentes.



Fonte: http://casaespiritaraiodesol.blogspot.com.br/2010/12/desobsessao-terapeutica-do-amor.html


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Livro do Mês de Novembro

Leis de Deus - Eternas e Imutáveis


Olá amigos!!
Estamos no penúltimo mês do ano! O tempo passa rápido, mas nem por isso devemos deixar de lado o estudo que nos garante o roteiro seguro a seguir!
E pensando nisso esse mês escolhemos um livro muito especial: As Leis de Deus - Eternas e Imutáveis.
Um livro que merece ser lido e relido com atenção e carinho, pois nos trará muitos questionamentos e também preciosos esclarecimentos sobre esse tema tão intrigante e fascinante!
Boa leitura!!


Sinopse:


Dr. Boberg escreveu esse livro Leis de Deus - eternas e imutáveis baseado no primeiro capítulo do livro terceiro de O Livro dos Espíritos e a cada capítulo são analisadas questões intrigantes e muitas vezes polêmicas como as características das leis de Deus, a origem e o conhecimento inato que os homens têm dessas leis, a definição de moral e a distinção entre o bem e o mal, além de uma abordagem objetiva sobre a justiça, o amor e a caridade.

Além de O Livro dos Espíritos o autor ainda pesquisou em dezenas de outras obras espíritas e não-espíritas com o objetivo de apresentar de maneira consistente a visão espírita sobre o assunto.

É uma importante obra que vem nos auxiliar na busca da nossa perfeição moral, mostrando-nos o caminho para o nosso aperfeiçoando no combate aos nossos vícios e paixões, ensinando-nos ainda a lutar contra o egoísmo e a valorizar nosso autoconhecimento, na tentativa de seguir essas leis, contribuindo, assim para nossa felicidade.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Culto dos Mortos na Visão Espírita




Este culto aos mortos num dia determinado, com a visita aos cemitérios e oferendas remonta aos tempos antigos e tem a sua origem nos cultos pagãos de adoração aos Deuses.

Com a ascensão da Igreja Católica, na época Romana, à categoria de religião oficial, no reinado de Constantino Magno no ano de 321, houve que fazer cedências e assimilar a cultura latina e a de outros povos que praticavam rituais e procediam a festivais nos cemitérios, em homenagem aos antepassados.

Dessa assimilação surgiram as próprias concepções de Céu, Inferno e Purgatório na religião dos cristãos que, para além de crer na ressurreição dos corpos no dia do juízo final, passaram a cultivar o hábito de orar aos seus mártires, visitando-os nos cemitérios.

A partir do século XIII, a Igreja instituiu o dia 2 de Novembro como o Dia de Finados.

Um pouco por todo o lado este culto é praticado, apenas variando nas datas: na China comemora-se o Festival do Fantasma Faminto durante o Outono; no Japão o Festival das Lanternas (Obon) acontece entre 13 e 16 de Julho; mesmo o termo Halloween parece ser uma corrupção do termo católico “Dia de Todos os Santos”, praticado nos festivais dos antigos povos celtas na Irlanda, cujo Verão terminava a 31 de Outubro.

Mais tarde, este costume foi transferido para os Estados Unidos, através da imigração Irlandesa.

Veja aqui: 
No Espiritismo não há um dia especifico para recordar e homenagear os entes queridos, pois todos os dias do ano são bons para o fazermos e eles, que continuam vivos, embora noutra dimensão, agradecem as nossas lembranças sinceras, qualquer que seja o local onde elas se deem.

Se estiverem felizes, regozijar-se-ão com o amor que lhes dedicamos e com a saudade que sentimos; se ainda se encontrarem algo perturbados (por desencarne recente ou violento, por exemplo), mais reconhecidos ficarão, pois a nossa prece lhes levará consolo e alívio, abrindo janelas luminosas para o auxílio que se lhes faz necessário.

Pouco se importarão se os visitamos ou não nos cemitérios, pois sabem que aí apenas se encontram os despojos carnais que lhes serviram para mais uma etapa de evolução e que, causa de sofrimento nos derradeiros tempos, abandonaram com alegria. Se lá comparecem é para mais um reencontro com os que ainda se encontram na terra e que mantêm o culto das sepulturas.


Conto-vos uma situação concreta que acompanhei de muito perto, ocorrida há 20 anos.

Tendo desencarnado havia pouco mais de um ano, o marido duma pessoa minha conhecida, manifestou-se mediunicamente, dando todas as informações que lhe foram solicitadas para a sua correta identificação. Quando a esposa lhe perguntou se precisava de alguma coisa, todos ouvimos surpreendidos o pedido que lhe foi endereçado, com algum humor, característico da sua personalidade, enquanto na terra.

Pediu a entidade encarecidamente à esposa que deixasse de ir ao cemitério todos os dias, informando que ele já lá não estava, porque não era o seu lugar preferido. E que ainda por cima a esposa o “obrigava” a acompanhá-la diariamente, porque ele tinha receio de que a assaltassem pelo caminho.

A esposa vivia na Costa da Caparica e o cemitério distava alguns quilômetros da vila; ela percorria o caminho a pé e este não é de facto muito seguro. Quem conhece a zona, sabe do que falo.




Como se vê, a nossa visão facilmente se altera, quando aportamos ao mundo espiritual e percebemos que afinal não estamos mortos, mas mais vivos do que nunca com o Futuro imenso pela frente e oportunidades infinitas de reparação de nossos erros passados; abandonamos crenças ilusórias e passamos a valorizar todas as boas ações que praticamos, nesta ou em vidas passadas, de esperanças renovadas.

Se queremos homenagear os nossos “mortos”, recordemo-los nos momentos bons e troquemos uma ida ao cemitério, ou mais uma missa, por uma ação caridosa em seu nome e isso lhes será mais útil e recebido como uma prova do amor que lhes continuamos a dedicar. Até um novo reencontro, pleno de alegria.

Vejamos o que nos dizem os Espíritos, através de Kardec:

321. O dia da comemoração dos mortos é, para os Espíritos, mais solene do que os outros dias? Apraz-lhes ir ao encontro dos que vão orar nos cemitérios sobre seus túmulos?

“Os Espíritos acodem nesse dia ao chamado dos que da Terra lhes dirigem seus pensamentos, como o fazem noutro dia qualquer.”

a) - Mas o de finados é, para eles, um dia especial de reunião junto de suas sepulturas?

“Nesse dia, em maior número se reúnem nas necrópoles, porque então também é maior, em tais lugares, o das pessoas que os chamam pelo pensamento.

323. A visita de uma pessoa a um túmulo causa maior contentamento ao Espírito, cujos despojos corporais aí se encontrem, do que a prece que por ele faça essa pessoa em sua casa?

“Aquele que visita um túmulo apenas manifesta, por essa forma, que pensa no Espírito ausente. A visita é a representação exterior de um fato íntimo. Já dissemos que a prece é que santifica o ato da rememoração. Nada importa o lugar, desde que é feita com o coração.”

"O Livro dos Espíritos"



Fonte: http://ideiaespirita.blogspot.com.br/2007/10/o-culto-dos-mortos-na-viso-esprita.html