Blog do CLE Missionários da Luz (o primeiro Clube do Livro Espírita de Olinda- PE), que tem como objetivo reunir os atuais associados, conquistar novos amigos e divulgar a Doutrina Espírita, praticando um dos belos conselhos do Espírito Emmanuel: "A maior caridade que praticamos, em relação à Doutrina Espírita, é a sua própria divulgação."Sejam todos bem vindos ao nosso Blog!Conheça,divulgue, compartilhe conosco este espaço que é de todos nós!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Oração de Bezerra de Menezes






Nós Te rogamos, Pai de Infinita Bondade e Justiça, as graças de Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes 
e suas legiões de companheiros.
Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que 
se tornem merecedores, confortando aqueles que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos 
que desejarem conhecer a Verdade e assistindo a todos quantos apelam ao Teu Infinito Amor.
Jesus, Divino Portador da Graça e da Verdade, estende Tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que Te 
reconhecem o Despenseiro Fiel e Prudente; faze-o, Divino Modelo, através de Tuas legiões consoladoras, de 
Teus Santos Espíritos, a fim de que a Fé se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o Amor 
triunfe sobre todas as coisas.
Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimenta as tuas 
falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais. Santos Espíritas, 
dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as 
criaturas se tornem amigas da Paz e do Conhecimento, da Harmonia e do Perdão, semeando pelo mundo 
os Divinos Exemplos de Jesus Cristo.
Assim seja!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Afinidade Espiritual







"Numa análise profunda em torno da problemática saúde/doença, pode-se afirmar 
que sempre o enfermo é o Espírito, em face dos seus compromissos em relação à vida.


Os sofrimentos que se derivam das enfermidades fazem parte da programática evolutiva do ser, 
que deles necessita, a fim de melhor ponderar em relação aos compromissos existenciais, nem 
sempre respeitados, invariavelmente relegados a plano secundário.
Nessa ocorrência, a da enfermidade, também incluem-se os fenômenos obsessivos, que 
podem responsabilizar-se por algumas delas, dando-lhes origem ou piorando-lhes o quadro 
em decorrência das afinidades existentes entre o paciente e o espírito agressor.


Vinculados pela carga emocional débito/demérito, a influência do Espírito desencarnado em relação ao encarnado, consequência de gravames praticados anteriormente, podendo também ser efeito da 
existência atual, tornando-se insistente presença no perispírito do seu antagonista, as contínuas 
cargas de energia morbosa que exterioriza terminam por desorganizar-lhe os equipamentos 
fisiológicos, facultando o surgimento das doenças de vária ordem.


Por outro lado, debilitando-se o indivíduo por efeito de alguma desordem orgânica, torna-se 
presa fácil dos inimigos que o sitiam, sofrendo-lhes as energias fluídicas perniciosas que lhe 
pioram o quadro na área da saúde, tornando-a mais difícil de ser recuperada.


Invariavelmente, portanto, em todos os processos enfermiços que alcançam a criatura humana encontram-se presentes influências espirituais perniciosas, tendo-se em vista a necessidade do paciente resgatar equívocos 
defluentes da conduta infeliz nas experiências passadas.


A Lei das afinidades espirituais, resultantes do estágio de evolução moral dos espíritos em relação a si mesmos e ao próximo, trabalha em favor do equilíbrio cósmico no indivíduo, estabelecendo que, onde se encontra o endividado aí se faz presente o cobrador, porque ninguém pode desconsiderar os estatutos morais que vigem no universo sem sofrer-lhes os efeitos, de acordo com o tipo de agressão praticada. 


É desse modo que a consciência culpada, esteja consciente ou não do crime praticado, elabora 
mecanismos punitivos autorreparadores, criando situações emocionais próprias aos conflitos e, 
noutras vezes, descarregando a culpa nas telas delicadas da organização cerebral, que as transfere para o sistema nervoso central, é direcionada para o sistema endócrino e, por fim, para o imunológico, desestabilizando-o...


Se compreendessem que vivem num mundo de intercâmbio de mentes e de ondas, de vibrações e de energias de toda procedência, melhor precatar-se-iam as criaturas humanas das intoxicações espirituais venenosas, pelo cultivar dos pensamentos saudáveis, geradores de campos psíquicos harmônicos, que se tornariam defesas naturais em relação às influências tormentosas. 


Na sublime lição de Jesus, quando sugeriu: "Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça, e tudo mais vos será acrescentado", encontra-se a saudável advertência para o cultivo dos pensamentos superiores, evitando a construção ideológica de enfermidades, de desconcertos, de distúrbios da emoção.


A constância mental em torno dos valores elevados é de relevante significado, porquanto, além de beneficiar aquele que a mantém, espraia-se em volta, beneficiando todos aqueles que se lhe acercam em qualquer um dos planos da vida. 


Quando alguém se aproxima de um pântano ou de um jardim, desejando-o ou não, aspira o odor característico e, ali, demorando-se, impregna-se da sua exteriorização. 


No que diz respeito às ondas mentais, ao clima psíquico, a ocorrência é idêntica, propiciando cuidados em relação ao que se pensa, ao que se aspira, à forma como cada qual se comporta." 





Autor: Manoel Philomeno de Miranda
Psicografia de Divaldo Franco. Livro Mediunidade: Desafios e Bençãos

terça-feira, 17 de julho de 2012

A Tradução Divina





Todos buscamos a confortadora emoção do contato com Jesus através de exposições variadas da Boa Nova, nas mais diversas línguas...
Sedentos de luz tentamos interpretações novas do Mestre, em novos tons e diferenciados e
stilos. Estudamos passagens múltiplas de seu apostolado, gastando dias e existências na pesquisa de valores da Revelação. Por vezes, discutimos, acaloradamente, transformando-nos, não raro, em ásperos paladinos da verdade, na ânsia de aproximação do Amigo Divino, consumindo o tempo na experimentação, no exame, na expectativa...

Mas, se na realidade somos os aprendizes de muitos séculos, ouvintes e beneficiários do Sublime Orientador que jamais se enfada de nossas indagações, quase sempre caracterizadas pela imobilidade, famintos de bênçãos a procura de exposições humanas dos ensinamentos do Céu, o Senhor aguarda, igualmente, com justificada sede de compreensão, a tradução divina do seu Evangelho de Amor, em nossas próprias vidas, nas linhas retas de nossas atitudes, nas frases construtivas do nosso sentimento, nos trechos edificantes de nossos testemunhos de fé e nos discursos substanciais de nossas ações de fraternidade e serviço, elevação e regeneração, uns à frente dos outros.

Entre nós, precisamos de letrados e oradores, de artistas intelectuais e de mordomos do verbo para semear a Boa Nova, mas Jesus pede simplesmente irmãos e amigos, companheiros e lidadores, tocados de confiança, simplicidade e dedicação, que lhe expressem no mundo a conceituação dignificante da vida.

Esforcemo-nos para que não estejamos somente aptos a traçar a fraseologia convincente e brilhante, por intermédio da palavra ou do lápis, ensinando a ciência da renovação para a vida superior, que nos constitui elevado dever, mas que nos habilitemos também à divina tradução do Testamento de Luz, convertendo as nossas experiências em páginas vivas de exemplificação santificante e beleza imortal.

Emmanuel

Do livro “Taça de Luz”, , Francisco Cândido Xavier 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Sofreste Decepções?








Não são poucas as pessoas que se tornam amargas, descrentes ou frias, evocando decepções que tenham sofrido aqui ou ali, envolvendo outras pessoas no envolvimento desafortunado.
Realmente, pode-se admitir que alguém se decepcione, porém, deveremos deter-nos, a fim de examinar melhor semelhante situação.
Não é muito real que nos decepcionemos com as pessoas que estão no mundo sofrendo as mesmas compressões, carências ou tormentos que nós mesmos. Uma vez que elas jamais assinaram compromissos de infalibilidade conosco, em nada tem que agradar-nos ou operar somente as coisas que gostamos.
O simples fato de os nossos irmãos da faixa evolutiva se acharem conosco no mundo, é suficiente para que não os idolatremos, não os santifiquemos, pois todos tem pontos de fragilidade ou mesmo seus pontos sombrios.
A nossa decepção, portanto, dá-se com nossa forma de avaliar, de julgar os companheiros, situando-os em altares que não pediram para estar, e, ainda que o tivesses pedido, caber-nos-ia o bom senso. Decepcionamo-nos, no caso, conosco mesmos...
Não nos parece plausível que alguém se decepcione com a sua religião, com a sua doutrina de fé cristã a espalhar em toda parte, para os seres de lúcida e boa vontade, os ensinamentos deixados por Jesus Cristo.
O que se passa é que se costuma confundir as doutrinas que ensinam o nobre e o belo, o luminoso e o salutar, com os doutrinadores que, não obstante exaltem tais virtudes como valores a perseguir-se, conduzem as próprias existências em oposição aos princípios apregoados.
Muitos dos que se erigem como representantes de Deus, do Cristo ou dos Seus Prepostos, na Terra, não crem propriamente no que expressam, desejam, isso sim, sacar proveitos materiais para si próprios, valendo-se da credulidade irrefletida ou das limitações intelectuais do seu rebanho.
Como não foi a Consciência Celeste que os ungiu com as prerrogativas de superioridade, e como, desde o Cristo no mundo, vem Ele exprimindo a necessidade dos cuidados com os falsos profetas, com os exploradores das viúvas, e outros exímios aproveitadores de ocasiões, cabe a cada um o dever de exercitar-se no discernimento, de crescer nas reflexões, comparando os frutos com as qualidades das árvores donde eles procedem, de modo a não se deixarem iludir.
Como vemos, não se decepcionaram com o espírito de religiosidade ou com as mensagens da Boa Nova. Faltava-lhes, exatamente, maior acercamento dessas mensagens; maior penetração nos seus conteúdos, esforçando-se para não tombar em armadilhas para incautos ou fanatizados. Ainda aqui, decepciona-se a criatura consigo mesma...
Estás decepcionado? Sofreste decepções pelos caminhos? Arregimenta todos os teus recursos de maturidade, de experiências positivas, avalia as tuas próprias queixas contra pessoas e situações e verás que tens sido o grande responsável pelas frustrações do caminho. Tens, tu mesmo, engendrado as ondas decepcionantes que te deprimem, que te magoam.
Amadurecendo, gradualmente, nos estudos e labores do bem, aprendendo a examinar cada coisa, cada situação, aprendendo a te examinares a ti mesmo com atenção, crescerás para a Grande Luz sem mais te decepcionares com nada e com ninguém, uma vez que terás aprendido a compreender cada indivíduo no nível geral em que se encontre, sem que dele, por isso mesmo, nada exijas, enquanto que a ti mesmo te impões uma dieta de maturidade, de indulgência e de benevolência para que avances, com disposição de brilhar, sob a proteção de Deus.



Livro: Revelações da Luz 
Camilo & J. Raul Teixeira

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Jesus




Divino Senhor
Fez-se humilde servo da humanidade.
Pastor Supremo
Nasceu na manjedoura singela.
Ungindo da Providência
Preferiu chegar ao planeta, no espesso manto da noite, para que o mundo não lhe visse a Corte Celestial.
Orientador das Esferas Resplandecentes
Rejubilou-se na casinha rústica de Nazaré.
Prometido dos profetas
Escolheu a simplicidade para instituir o Reino de Deus.
Enviado Às nações
Preferiu conversar com os doutores na condição de criança.
Luzeiro das Almas
Consagrou longos anos à preparação e à meditação a fim de ensinar às criaturas o caminho da redenção.
Verbo Sagrado do Princípio
Submeteu-se à limitação da palavra humana para iluminar o mundo.
Sábio dos Sábios
Valeu-se de pescadores pobres e simples pra transmitir aos homens a divina mensagem.
Mestre dos Mestres
Utilizou-se da cátedra da natureza, entre árvores acolhedoras e barcos rudes, disseminando as primeiras lições do Evangelho Renovador.
Majestade Celeste
Conviveu com infelizes e desalentados da sorte.
Príncipe do Bem
Não desdenhou as vítimas do mal, amparando as mulheres desventuradas e sentando-se à mesa de pecadores envilecidos.


Instrutor de entidades Angélicas
Andou com a multidão de leprosos, estropiados e cegos de todos os matizes:
Administrador da Terra
Ensinou o respeito a César, consagrando a ordem e santificando a hierarquia:
Benfeitor das Criaturas
Recebeu, a calúnia, o ridículo, a ironia, o desprezo público, a prisão dolorosa e o inquérito descabido:
Amigo Fiel
Viu-se sozinho, no extremo testemunho:
Juiz Incorruptível
Não reclamou contra os falsos julgamentos de sua obra:
Advogado do Mundo
Acolheu a cruz injuriosa:
Ministro da Divina Palavra
Adotou o silêncio, ante a ignorância de seus perseguidores.
Dono do Poder
Rogou perdão pra os próprios algozes.
Médico Sublime
Suportou chagas sanguinolentas.
Jardineiro de Flores Eternas
Foi coroado de espinhos cruéis.
Companheiro Generoso
Recebeu açoites e bofetadas.
Condutor da Vida
Aceitou o crucifixo entre ladrões.
Emissário do Pai
Manteve-se fiel a Deus até fim:
Mensageiro da Luz Imortal
Escolheu o coração amoroso e renovado de Madalena para espalhar na Terra as primeiras alegrias da ressurreição.
Mordomo dos Bens Eternos
Em precisando de alguém pra colaborar com os seus seguidores sinceros, busca Saulo de Tarso, o perseguidor, e transforma-o no amigo incondicional.
Coordenador da Evolução Terrestre
Necessitando de trabalhadores para as missões especializadas, procura os Ananias da fé, os Estevãos do trabalho e os Barnabés anônimos da cooperação.
Missionário Infatigável da Redenção Humana
Foi sempre e ainda é o maior servidor dos homens de todos os tempos e civilizações da Terra.
Recordando o Mestre Divino
Convertamo-nos ao seu Evangelho de Amor para que a sua luz nasça na manjedoura de nossos corações pobres e humildes!
E, edificados no seu exemplo, abracemos a cruz de nossos preciosos testemunhos, marchando ao encontro do Senhor, no iluminado País da Ressurreição Eterna!
A Religião Espírita delineia-se como força atuante dentro da sociedade moderna, baseando-se totalmente no ensino moral do Evangelho.
O ensino moral do Cristo é o terreno em que todos os cultos podem encontrar-se, a bandeira sob a qual todos podem abrigar-se, por mais diferentes que sejam as suas crenças. 


Autor: André Luiz
Psicografia de Chico Xavier

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Lembrança de Uma Existência Anterior






Excelente texto para análise e reflexão:


Um dos nossos assinantes nos comunicou uma carta de um de seus amigos, da qual extraímos a passagem seguinte:


"Pedistes a minha opinião, ou antes a minha crença na presença, ou não, junto a nós, das almas daqueles que amamos. Pedistes, também, algumas explicações quanto à minha convicção de que as nossas almas mudam bastante rapidamente de envoltório.


"Dir-vos-ei, por ridículo que isso possa parecer, que a minha convicção sincera é ter sido assassinado durante os massacres de São Bartolomeu. Eu era bem criança quando essa recordação veio ferir a minha imaginação. Mais tarde, quando li essa triste página da nossa história, pareceu-me que muitos desses detalhes me eram conhecidos, e creio ainda que se a velha Paris pudesse ser reconstruída, eu reconheceria essa sombria alameda onde, fugindo, senti o frio de três golpes de punhal pelas costas. Há detalhes dessa cena sanguinolenta que estão na minha memória, e que nunca desapareceram. Por que eu tinha essa convicção antes de saber o que era a São Bartolomeu? Por que, lendo o relato do massacre, eu disse a mim: foi o meu sonho, aquele desagradável sonho que tive em criança, e cuja lembrança ficou-me tão vivaz? Por que, quando quis consultar a minha lembrança, forçar o meu pensamento, fiquei como o pobre louco ao qual surgiu uma idéia, e que parece lutar para encontrar de novo a sua razão? Por que? Disso não sei nada. Achar-me-eis ridículo, sem dúvida, mas com isso não guardarei menos a minha lembrança, a minha convicção.


"Se vos dissesse que tinha sete anos quando um sonho me veio, e ele era tal: Eu tinha vinte anos, era jovem, bem posto, penso que era rico. Vim bater em duelo, e fui morto. Se vos dissesse que essa salvação que se faz nas armas antes de bater-se, eu a fiz a primeira vez que tive um florete na mão. Se vos dissesse que cada preliminar, mais ou menos graciosa, que a educação ou a civilização colocaram na arte de se matar, era-me conhecida antes da minha educação nas armas, dir-me-eis, sem dúvida, que sou louco ou maníaco; talvez muito, mas parece-me às vezes que um clarão fura esse nevoeiro, e tenho a convicção de que a lembrança do passado se restabelece na minha alma.


Se me perguntardes se creio na simpatia das almas, no seu poder de se colocar em contato elas mesmas, apesar da distância, apesar da morte, eu vos responderei: Sim, este sim será pronunciado com toda a força da minha convicção. Ocorreu-me encontrar-me a vinte e cinco léguas de Lima, depois de oitenta dias de viagem, e despertar todo em pranto com uma verdadeira dor do coração; uma tristeza mortal se apoderou de mim, todo o dia. Consignei este fato em meu diário. Em hora semelhante, na mesma norte, meu irmão foi atingido por um ataque de apoplexia que comprometeu gravemente a sua vida. Confrontei o dia, o instante, tudo estava exato. Eis um fato; as pessoas existem, dir-me-eis que sou louco.


"Eu não li nenhum autor tratando de semelhante assunto; fá-lo-ei em meu retorno; talvez essa leitura derramará um pouco de luz em mim."


O senhor V..., o autor desta carta, é oficial da marinha e atualmente em viagem. Poderia ser interessante ver se, evocando-o, confirmaria as suas lembranças, mas haveria a impossibilidade de preveni-lo quanto à nossa intenção, e por outro lado, em razão de seu estado, poderia ser difícil encontrar um momento propício. Todavia, nos foi dito para chamar o seu anjo guardião quando quiséssemos evocá-lo, e que ele nos diria se poderíamos fazê-lo.


1. Evocação do anjo guardião do senhor V... - R. Atendo ao vosso chamado.


2. Conheceis o motivo que nos faz desejar evocar o vosso protegido; trata-se, não de satisfazer uma vã curiosidade, mas de constatar, se isso for possível, um fato interessante para a ciência espírita, o da lembrança de sua precedente existência. - R. Compreendo o vosso desejo, mas no momento seu Espírito não está livre, está ocupado ativamente pelo seu corpo e numa inquietação moral que o impede de estar em repouso.


3. Está ainda no mar? - R. Está em terra; mas eu poderia responder a algumas de vossas perguntas, uma vez que aquela alma sempre esteve confiada à minha guarda.


4. Uma vez que sois bastante bom para responder-nos, perguntaremos se a lembrança que ele acreditou ter conservado de sua morte numa precedente existência é uma ilusão? - R. É uma intuição muito real; essa pessoa estava bem na Terra nessa época.


5. Por qual razão essa lembrança é mais precisa para ele que para outras pessoas? Há nisso uma causa fisiológica ou uma utilidade particular para ele? - R. Essas lembranças vivazes são muito raras; ela se prende um pouco ao gênero de morte que a impressionou, de tal modo que está, por assim dizer, encarnado em sua alma. Entretanto, muitas outras pessoas tiveram mortes também terríveis, e a lembrança não lhes permaneceu; Deus não permite isso senão raramente.


6. Desde essa morte, quando da São Bartolomeu, ele teve outras existências? - R. Não.


7. Que idade tinha quando foi morto? - R. Uns trinta anos.


8. Pode-se saber o que ele era? - R. Estava ligado à casa de Coligny.


9. Se pudéssemos evocá-lo, a ele mesmo, teríamos perguntado se se lembra o nome da rua onde foi assassinado, a fim de ver-se, colocando-se sobre os lugares, quando viera a Paris, a lembrança da cena seria ainda mais precisa? - R. Foi na encruzilhada Bucy.


10. A casa onde foi morto ainda existe? - R. Não; ela foi reconstruída.


11. No mesmo objetivo, teríamos perguntado se se lembra do tome que tinha? - R. Seu nome não é conhecido na história, porque era simples soldado. Chamava-se Gaston Vincent.


12. Seu amigo, aqui presente, desejaria saber se ele recebeu a sua carta? - R. Não, ainda.


13. Éreis seu anjo guardião nessa época? - R. Sim, então e agora.


Nota: Os céticos, mais maus brincalhões do que sérios, poderiam dizer que o seu anjo guardião guardou-o mal, e perguntar por que não desviou a mão que o atingiu. Embora uma semelhante pergunta mereça apenas uma resposta, algumas palavras a este respeito talvez não sejam inúteis.


Diremos primeiro que, uma vez que está na natureza do homem morrer, não está no poder de nenhum anjo guardião o opor-se ao curso das leis da Natureza, de outro modo não haveria razão para que não impedissem a morte natural tão bem quanto a morte acidental; em segundo lugar, estando no destino de cada um o instante e o gênero da morte, é necessário que esse destino se cumpra. Diremos enfim, que os Espíritos não encaram a morte como nós; a verdadeira vida é a vida do Espírito, das quais as diversas existências corpóreas não são senão episódios; o corpo é um envoltório que o Espírito reveste momentaneamente, e que deixa como o faz com uma roupa quando está usada ou dilacerada; pouco importa, pois, que se morra um pouco mais cedo ou um pouco mais tarde, de um modo ou de outro, uma vez que, em definitivo, é necessário sempre ali chegar, e que essa morte, longe de causar um prejuízo ao Espírito, pode ser-lhe mais útil segundo a maneira pela qual se cumpra; é o prisioneiro que deixa a sua prisão temporária para gozar da liberdade eterna. Pode ser, pois, que o fim trágico de Gaston Vincent tenha sido uma coisa útil para ele como Espírito, o que seu anjo guardião compreende melhor do que nós, porque um não vê senão o presente, ao passo que o outro vê o futuro. Os Espíritos arrebatados deste mundo por uma morte prematura, na flor da idade, freqüentemente nos responderam que era um favor de Deus, que assim os preservara dos males aos quais, sem isto, estariam expostos.





Revista Espírita, julho de 1860


(Sociedade, 25 de maio de 1860.)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Maneiras de Ver as Coisas






Conta-se que uma indústria de calçados do Brasil desenvolveu um projeto de exportação de sapatos para a Índia e, em seguida, mandou dois de seus consultores a pontos diferentes daquele país para fazer as primeiras observações do potencial daquele futuro mercado.
Após alguns dias de pesquisas, um dos consultores enviou o seguinte fax para a direção da indústria:
Senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos.
Sem saber desse fax, alguns dias depois o segundo consultor mandou o seu parecer:
Senhores, tripliquem a quantidade de sapatos do projeto de exportação para a Índia, pois aqui ninguém usa sapatos, ainda.
A mesma situação era um tremendo obstáculo para um dos consultores e uma fantástica oportunidade para o outro.
Da mesma forma, tudo na vida pode ser visto com enfoques e maneiras diferentes.
A sabedoria popular traduz essa situação com a seguinte frase:
Os tristes acham que o vento geme. Os alegres e cheios de espírito afirmam que ele canta.
Os derrotistas falam da crise como se o mundo fosse acabar por causa dela, mas os otimistas e empreendedores dizem o seguinte:
Bendita crise que sacode o mundo e a minha vida.
Bendita crise que está reciclando tudo.
Bendita crise que faz o mundo se reestruturar.
Bendita crise que traz a transformação.
Bendita crise que traz a evolução e o progresso.
Bendita crise que traz novos desafios.
Bendita crise que me tira a ilusão de permanência.
Bendita crise que me tira do marasmo.
Bendita crise que me ensina o que é verdadeiramente importante.
Bendita crise que me revela minha própria sabedoria.
Bendita crise que dissolve meus apegos.
Bendita crise que amplia minha visão.
Bendita crise que me faz humilde.
Bendita crise que me faz voltar a ter fé.
Bendita crise que me faz dar mais importância à vida.
Bendita crise que abre meu coração.
Bendita crise que me mostra a luz.
Bendita crise que me mostra outras oportunidades.
Bendita crise que me traz de volta a confiança.
Bendita crise que me traz de volta à minha essência.
Bendita crise que me desperta o amor pela Humanidade.
Bendita crise que é o ponto de mutação.
Bendita crise que me abre novos horizontes...


* * *


E você, como tem encarado as situações difíceis ou as crises?
Lembre-se que da sua maneira de ver as dificuldades dependerá a resolução ou o seu agravamento.


* * *


O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo dos seus próprios pensamentos e atos.
A maneira como você encara a vida é que vai fazer a diferença.
Pense nisso!



Redação do Momento Espírita, com base em pensamentos de autoria ignorada.
Em 15.10.2010.