Blog do CLE Missionários da Luz (o primeiro Clube do Livro Espírita de Olinda- PE), que tem como objetivo reunir os atuais associados, conquistar novos amigos e divulgar a Doutrina Espírita, praticando um dos belos conselhos do Espírito Emmanuel: "A maior caridade que praticamos, em relação à Doutrina Espírita, é a sua própria divulgação."Sejam todos bem vindos ao nosso Blog!Conheça,divulgue, compartilhe conosco este espaço que é de todos nós!

quinta-feira, 8 de março de 2012

À Você Mulher!





Sede como MARIA - Mãe de Jesus - Bem Aventurada

Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana. Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro. 
Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande. Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida. 
Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada. Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano. Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida. Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade. 

***




Essa é nossa singela homenagem a todas as mulheres, anjos de Deus, que fazem parte de nossa vida!
Parabéns mulher!
Deus a abençoe e a faça sempre Bem Aventurada!




Íris de Cássia e Eduardo F. Dimer

A Mulher Ante O Cristo


Toda vez que nos dispomos a considerar a mulher em plano inferior, lembremo-nos dela, ao tempo de Jesus. 

Há vinte séculos, com exceção das patrícias do Império, quase todas as companheiras do povo, na maioria das circunstâncias, sofriam extrema abjeção, convertidas em alimárias de carga, quando não fossem vendidas em hasta pública.


Tocadas, porém, pelo verbo renovador do Divino Mestre, ninguém respondeu com tanta lealdade e veemência aos apelos celestiais.


Entre as que haviam descido aos vales da perturbação e da sombra, encontramos em Madalena o mais alto testemunho de soerguimento moral, das trevas para a luz; e entre as que se mantinham no monte do equilíbrio doméstico, surpreendemos em Joana de Cusa o mais nobre expoente de concurso e fidelidade.


Atraídas pelo amor puro, conduziam à presença do Senhor os aflitos e os mutilados, os doentes e as crianças. E embora não lhe entregassem o círculo apostólico, foram elas – as representadas nas filhas anônimas de Jerusalém - as únicas demonstrações de solidariedade espontânea que o visitaram, desassombradamente, sob a cruz do martírio, quando os próprios discípulos debandavam.


Mais tarde, junto aos continuadores, da Boa Nova, sustentavam-se no mesmo nível de elevação e entendimento.


Dorcas, a costureira Jopense, depois de amparada por Simão Pedro, fez-se mais ativa colaboradora da assistência aos infortunados. Febe é a mensageira da epístola de Paulo de Tarso aos romanos. Lídia, em Filipos, é a primeira mulher com suficiente coragem para transformar a própria casa em santuário do Evangelho nascituro. Lóide e Eunice, parentas de Timóteo, eram padrões morais da fé viva.


Entretanto, ainda que semelhantes heroínas não tivessem de fato existido, não podemos olvidar que, um dia, buscando alguém no mundo para exercer a necessária tutela sobre a vida preciosa do embaixador divino, o supremo poder do universo não hesitou em recorrer à abnegada mulher, escondida num lar apagado e simples...


Humilde, ocultava a experiência dos sábios; frágil como o lírio, trazia consigo a resistência do diamante; pobre entre os pobres, carreava na própria virtude os tesouros incorruptíveis do coração, e, desvalida entre os homens, era grande e prestigiosa perante Deus.


Eis o motivo pelo qual, sempre que o raciocínio nos induza a ponderar quanto à glória do Cristo - recordando, na terra, a grandeza de nossas próprias mães - nós nos inclinaremos, reconhecidos e reverentes, ante a luz imarcescível da Estrela de Nazaré.



quarta-feira, 7 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Higiene Mental





Toda vez que pensamos algo, um sentimento correspondente àquela ideia se apresenta.


A higiene mental se faz através da reflexão sobre os tipos de pensamentos que estamos tendo e quais os sentimentos que eles despertam em nós: de alegria, paz e tranquilidade ou de raiva, contrariedade e ciúme.

A análise diária do conteúdo, com o qual preenchemos a nossa mente, é de extrema importância para a nossa saúde física, mental e espiritual.


Ao identificar o pensamento como energia que emite vibrações, se exterioriza e sintoniza com outros do mesmo teor, entendemos o quanto somos capazes de influenciar o nosso semelhante e os ambientes.


Recebemos de modo direto e permanente as vibrações dos pensamentos que emitimos. Nosso ser impregna-se, pouco a pouco, das qualidades dessas vibrações, sejam elas boas ou más.


Por essa razão, nos sentimos bem quando nos aproximamos de pessoas que se habituam a manter a mente elevada, nutrida de bons sentimentos.


Se mantemos com frequência ideias inspiradas por maus desejos, vamos acumulando a energia emitida por elas, podendo ocasionar desordens físicas e até doenças.


Num movimento contrário, podemos direcionar a mente no sentido da superação e cura de enfermidades. Ela atua modificando a nossa natureza íntima.


É com frequência que vemos pessoas acometidas de doenças graves que apresentam uma recuperação surpreendente, pois mantêm uma atitude mental muito positiva e voltada para o bem.


Assim, de acordo com a nossa vontade, podemos fazer em nós luz ou sombra.


Os ambientes também são influenciados pela projeção dos pensamentos de cada um e ficam impregnados das qualidades boas ou más. Assim se explicam os efeitos que se produzem em lugares de reunião.


Toda assembleia é um foco de irradiação de vários pensamentos. Se o conjunto é harmonioso, com certeza irá causar uma impressão agradável e boas sensações.


Por isso nos sentimos bem ao adentrarmos em templos religiosos, onde é constante a comunhão com Deus. Também em lares em que as pessoas que ali vivem prezam o amor, a harmonia e a paz.


É pelo mesmo mecanismo que, por vezes, nos sentimos desconfortáveis em ambientes onde predominam conversas desagradáveis e insignificantes. Ou onde as pessoas estão sob o efeito de bebidas alcoólicas.


Carregamos o remédio aplicável a essas situações. O pensamento salutar, a prece sincera, o silêncio ou a palavra edificante são fontes permanentes à nossa disposição.


Usando esses recursos, podemos modificar o ambiente em que estamos, influenciando-o com a pureza dos sentimentos.


Evitemos então as palavras vãs, as discussões e as leituras frívolas.


Aprendamos a fiscalizar os nossos pensamentos, a discipliná-los, a imprimir-lhes uma direção determinada, um fim nobre e digno.


Somos o que pensamos, pois é o pensamento que gera nossas palavras e nossas atitudes. Com ele construímos, dia a dia, o presente e o futuro.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. XXIV, do livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. Feb e no cap. XIV, do livro A gênese, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 08.02.2012.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Problemas Morais Sobre o Suicídio


Questões dirigidas a São Luís, por intermédio do senhor C..., médium falante e vidente, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, sessão do dia 12 de outubro de 1858.

1. Por que o homem que tem a firme intenção de se destruir, se revolta com a idéia de ser morto por um outro, e se defenderia contra os ataques no próprio momento em que vai cumprir seu desígnio?
 - R. Porque o homem tem sempre medo da morte; quando se a dá a si mesmo, está superexcitado e tem a cabeça desarranjada, e cumpre esse ato sem coragem e medo, e sem, por assim dizer, ter o conhecimento do que faz, ao passo que, se tivesse a escolha, não veríeis tantos suicidas. O instinto do homem leva-o a defender a sua vida, e, durante o tempo que se escoa entre o instante que seu semelhante se aproxima para matá-lo e aquele no qual o ato é cometido, ele tem sempre um movimento de repulsão instintiva da
morte que o leva a repelir esse fantasma, que não é apavorante senão para o Espírito culpado. O homem que se suicida não experimenta esse sentimento, porque está cercado de Espíritos que o impelem, que o ajudam em seus desejos, e lhe fazem perder completamente a lembrança do que não é ele, quer dizer, de seus parentes e daqueles que o amam, e de uma outra existência. O homem nesse momento é todo egoísmo.


2. Aquele que, desgostoso da vida, mas não quer suicidar-se e quer que sua morte sirva para alguma coisa, é culpável por procurá-la num campo de batalha, defendendo o seu país?
 - R. Sempre. O homem deve seguir o impulso que lhe é dado; qualquer que seja a carreira que abrace, qualquer que seja a vida que conduza, está sempre assistido por Espíritos que o conduzem e o dirigem com o seu desconhecimento; ora, procurar ir contra os seus conselhos é um crime, uma vez que aí estão colocados para nos dirigir, e que esses bons Espíritos,
quando queremos agir por nós mesmos, aí estão para nos ajudar. Entretanto, se o homem conduzido por seu próprio Espírito, quer deixar esta vida, abandona-o, e reconhece sua falta mais tarde, quando se acha obrigado a recomeçar uma outra existência O homem deve ser provado para se elevar; deter seus atos, por entrave ao seu livre arbítrio, seria ir contra Deus, e as provas, nesse caso, se tomariam inúteis, uma vez que os Espíritos não
cometeriam faltas. O Espírito foi criado simples e ignorante; é preciso, pois, para chegar às esferas felizes, que progrida, se eleve em ciência e em sabedoria, e não é senão na adversidade que o Espírito colhe sua elevação do coração e compreende melhor a grandeza de Deus.


3. Um dos assistentes observou que crê ver uma contradição entre essas últimas palavras de São Luís e as precedentes, quando disse que o homem pode ser levado ao suicídio por certos Espíritos que a isso o excitam. Nesse caso, cederia a um impulso que lhe seria estranho. 
- R. Não há contradição. Quando eu disse que o homem impelido ao suicídio, estava cercado de Espíritos que o solicitavam a isso, não falei dos bons Espíritos que fazem todos os esforços para disso desviá-lo; deveria estar subentendido; todos sabemos que temos um Anjo guardião, ou, se preferis, um guia familiar. Ora, o homem tem seu livre arbítrio; se, apesar dos bons conselhos que lhe são dados, persevera nessa ideia que é um crime, ele a cumpre e é ajudado nisso pelos Espíritos levianos e impuros que o cercam, que ficam felizes em verem que ao homem, ou Espírito encarnado, também lhe falta coragem para seguir os conselhos de seu bom guia, e, freqüentemente, do Espírito de seus parentes mortos que o cercam, sobretudo em circunstâncias semelhantes.






Fonte: Revista Espírita, novembro de 1858

sexta-feira, 2 de março de 2012

Emancipação da Alma


Se aspiras a compreender o que seja a emancipação espiritual para os que esperam a morte, de mãos no arado das obrigações fielmente cumpridas, ouve os companheiros encarcerados nas provas supremas da retaguarda.
     
Pergunta aos cegos que passam a existência buscando debalde fitar o colorido das flores, como se comportariam, obtendo, de improviso o dom inefável da visão, diante da luz;
        
examina os mais íntimos anelos dos paralíticos, que atravessam longo tempo atarraxados no catre da aflição, suspirando por rastejarem;
        
reflete no martírio dos companheiros que amargam no hospital o transitório desequilíbrio da mente, sequiosos de retorno ao próprio domínio;
        
sonda a agonia silenciosa dos mudos que despenderiam alegremente todas as forças de que dispõem, a fim de pronunciarem breves palavras;
        
registra os soluços dos órfãos pequeninos, suplicando aconchego no coração materno;
        
medita na tortura constante dos que foram expulsos do lar, injustiçados e infelizes, sonhando o regresso aos braços que mais amam;
        
relaciona os suplícios dos que jazem nas penitenciárias dispostos a darem tudo de si mesmos, pelo perdão das próprias vítimas, de modo a aplacarem as chamas do remorso que lhes revolvem as consciências;
        
conta as lágrimas das mães desditosas que anseiam acariciar os filhos domiciliados para lá do sepulcro e dos quais se separam, muitas vezes, nas horas mais belas da juventude;
        
cbserva o tormento da alma que ficou sozinha no mundo, tateando em desespero a lousa em que viu desaparecer os derradeiros sinais humanos da outra alma, cujo amor lhe resume a razão de ser;
        
inventaria os pesadelos ignorados de quantos se curvam para a terra, suportando os extremos achaques da velhice corpórea, à feição do viajante dentro da noite, indagando às estrelas da oração pela hora da alma...
        
Emancipação! Todos que estiverem, um dia, encadeados às trevas da provação conhecem a grandeza dessa palavra!
        
Emancipação espiritual é a mensagem da morte, no entanto, para que a morte seja alegria e clarão, liberdade e reencontro, preciso tenhamos sabido aceitar a escola da experiência terrestre, aprendendo a sofre e servir na veste física, a encharcar-se de suor no trabalho digno, a fim de recebermos as chaves de luz do lar eterno, na plenitude da Vida Maior.

Emmanuel / Psicografia Francisco Cândido Xavier / Livro: Família.               
                                         
                                                                   ***

Quantos sofrimentos podemos mencionar dentre aqueles que vemos diariamente! E quanta esperança não alenta o coração daqueles que sofrem!

O cego tem a esperança de, por um instante, ver o colorido das flores, o paralítico suspira por rastejar, o órfão suplica aconchego no coração materno, as mães, cujos
filhos desencarnaram na juventude, anseiam acariciá-los.

Repetimos: quanto sofrimento e quanta esperança! A esperança surge no coração sofrido, alimentada pelas
bem-aventuranças que Jesus mencionou.


O Mestre promete:
"Bem-aventurados os aflitos, pois eles serão consolados."
"Bem-aventurados os que choram, porque haverão de rir."

Baseados nas promessas de Jesus, suportamos todos os sofrimentos, sabendo serem necessários para a nossa emancipação espiritual, conforme nos orientou Emmanuel:

"Emancipação espiritual é a mensagem da morte; no entanto, para que a morte seja alegria e clarão, liberdade e reconforto, é preciso tenhamos sabido aceitar a escola da experiência terrestre, aprendendo a sofrer e servir na veste física, a encharcar-se de suor no trabalho digno, a fim de recebermos as chaves de luz do lar eterno, na plenitude da Vida Maior.    '

Jesus continua nos alentando o coração, através das mensagens de orientação que nos chegam pelos amigos espirituais.

No trecho antes transcrito, vemos que, ao passar por um momento difícil, não devemos nos prostrar, nos desanimar e, muito menos, desejar a morte.

"Aceitemos" é a palavra, pois se ficarmos remoendo o sofrimento, mais do que é necessário, não nos libertaremos para podermos viver uma vida plena de realizações, que vão garantir que a nossa vida espiritual futura seja de mais paz.

Muitos são os que, ansiando a morte para se livrarem dos sofrimentos, cavam para si próprios, covas nas quais se afundam, ao desencarnarem.

Ao invés de encontrarem a tão almejada emancipação, reencontrar aqueles que partiram antes ou se libertarem dos sofrimentos físicos, ao, desencarnarem, continuam na mesma situação, agravada pela "fraqueza espiritual".

A vida, como nos recomendou Emmanuel, é feita de suor e trabalho; mas não é só o trabalho remunerado.

Devemos lembrar que, para acendermos luz espiritual em nosso futuro, podemos ler um livro para um cego.

Se desejamos caminhar para um futuro de paz, podemos começar agora, auxiliando um paralítico a dar um passeio.

Se queremos receber o carinho dos pais que já partiram para o mundo espiritual, afaguemos com carinho uma criança órfã.

Quanto podemos fazer por nós mesmos, esquecendo os nossos sofrimentos e auxiliando nosso próximo. Bem nos disse Jesus:
"Fora da caridade não há salvação."

Wilson.





Bibliografia: Família - Francisco Cândido Xavier / Espíritos Diversos /capítulo "Emancipação Além-Túmulo" / Ed. CEU, 4ª ed., 1986.


  Fonte: Texto retirado da "REVISTA SEAREIRO"
A "REVISTA SEAREIRO" eh um orgao divulgador do Nucleo de Estudos Espiritas "AMOR E ESPERANCA" / Sao Paulo

quinta-feira, 1 de março de 2012

Livro do Mês


Mês de março começando e nós aproveitamos para apresentar aos associados e amigos do Clube, o Livro do Mês:


Confiram a sinopse do livro:


Allan Kardec foi o cientista da alma; Albert Einstein deu alma à ciência!

Essas duas admiráveis personalidades trabalharam animadas pelo
mesmo espírito em épocas diferentes almejando
o mesmo objetivo: contribuir para desenvolver nos
corações humanos uma religiosidade genuína fundamentada em
um conhecimento científico mais amplo e mais profundo da natureza humana.
Nelson Moraes